Você conhece esta música da Eliana? Então vamos cantá- la? Mas atenção! Moderação na hora de comer.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Bullying e obesidade.
Bullying e obesidade
terça-feira, 18 de maio de 2010
O termo bullying é o conjunto de atitudes agressivas, repetitivas e sem motivação aparente executada por um indivíduo ou grupo – contra outro, causando sofrimento e angústia. A palavra "Bully" é de origem inglesa e significa "valentão". Muitos acreditam que o bullying é uma atitude exclusiva do ambiente escolar. No entanto, tal conceito é mais amplo, pode ocorrer em universidades, no trabalho ou entre vizinhos.
Uma pesquisa realizado pela Universidade de Michigan concluiu que crianças acima do peso ou obesas têm 60% a mais de chances de sofrerem bullying do que as com peso normal.
Hoje vivemos uma contradição, ao mesmo tempo em que a obesidade é uma epidemia mundial, o culto à magreza leva pessoas à problemas de saúde e até a morte. Cria-se então condição ideal para que o obeso seja vítima do preconceito manifestado através do bullying. Associado a isso, a falta de informação e conhecimento leva o senso comum a acreditar que a obesidade é resultante de desleixo, descuido e falta de força de vontade.
A medida que aumenta a obesidade e sobrepeso no Brasil, aumenta também os casos de bullying. Recentemente, em Porto Alegre, um adolescente que sofria bullying foi assassinado.
A perda de auto-estima não é o único problema associado ao bullying, também depressão, ansiedade, estresse, transtornos alimentares, dores não-especificadas, problemas de relacionamento, abuso de drogas e álcool.
Hoje vivemos uma contradição, ao mesmo tempo em que a obesidade é uma epidemia mundial, o culto à magreza leva pessoas à problemas de saúde e até a morte. Cria-se então condição ideal para que o obeso seja vítima do preconceito manifestado através do bullying. Associado a isso, a falta de informação e conhecimento leva o senso comum a acreditar que a obesidade é resultante de desleixo, descuido e falta de força de vontade.

A medida que aumenta a obesidade e sobrepeso no Brasil, aumenta também os casos de bullying. Recentemente, em Porto Alegre, um adolescente que sofria bullying foi assassinado.
A perda de auto-estima não é o único problema associado ao bullying, também depressão, ansiedade, estresse, transtornos alimentares, dores não-especificadas, problemas de relacionamento, abuso de drogas e álcool.
Atualmente, existem campanhas alertando pais e profissionais da educação sobre essa violência silenciosa, como a campanha "Diga não ao Bullying".
domingo, 17 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Entenda a pirâmide alimentar...
Entenda a pirâmide alimentar de uma vez por todas!
A pirâmide alimentar foi desenvolvida pelo departamento de agricultura dos Estados Unidos em 1992. Seu objetivo é ajudar a população na escolha dos alimentos da dieta diária para a obtenção de todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do nosso corpo e a manutenção do peso ideal.
Ela é composta de seis grupos de alimentos dispostos em uma pirâmide, sendo que os grupos da base são os dos alimentos que mais precisamos consumir diariamente, e os do topo os que menos.
Grupo 1: Carboidratos
A base da pirâmide é composta de pão, cereais, leguminosas e massas. São os carboidratos que são nossa fonte de energia. A necessidade diária desses alimentos é de 6 a 11 porções. Uma porção pode ser uma dessas opções:
- 1 fatia de pão
- 1/2 xícara de cereais
- 1/2 xícara de arroz
- 1/2 xícara de macarrão
Prefira os grãos integrais pois esses possuem mais vitaminas, nutrientes e fibras por serem menos industrializados, isso inclui pães de farinha integral e centeio, e grãos integrais.
Grupos 2 e 3: Frutas e legumes
Por seu alto teor de nutrientes e fibras e baixo em gorduras e calorias, esses alimentos estão no segundo grupo da pirâmide. É recomendada a ingestão diária de 3 a 5 porções de vegetais e 2 a 4 de frutas.
Uma porção de vegetais pode ser:
- 1 xícara de vegetais folhosos crus
- 1/2 xícara de outros vegetais cozidos ou crus
- 3/4 xícara de suco de vegetais
Uma porção de frutas pode ser:
- Uma maçã média, laranja ou banana
- 1/2 xícara de frutas picadas, cozidas ou enlatadas
- 3/4 xícara de suco de frutas
Grupo 4:Feijão, ovos, carne magra e peixe
Carnes, aves e peixes fornecem proteínas, ferro e zinco. Fazem parte do terceiro grupo da pirâmide alimentar e deve ser consumido entre 2 e 3 porções diárias desses alimentos, que pode ser:
- Um ovo
- 2 colheres de sopa de manteiga de amendoim
- 1 / 2 xícara de feijão cozido seco
- 1 / 3 xícara de nozes
Escolha carnes magras, peixes e feijões secos e ervilhas porque possuem pouca gordura. Retire a pele do frango e corte fora a gordura visível na carne e evite estes alimentos fritos. Quanto as nozes o ideal é consumir com moderação, pela alta taxa de gordura que elas possuem.
Grupo 5: Laticínios
Produtos derivados do leite fornecem proteínas, vitaminas e minerais, especialmente cálcio. A Pirâmide Alimentar sugere 2 a 3 porções por dia. Para mulheres que estão amamentando ou grávidas, adolescentes ou adultosde até 24 anos, o recomendado são 3 porções. A maioria das outras pessoas devem consumir 2 porções diárias desses alimentos. Cada porção pode ter uma dessas opções:
- 1 copo de leite
- 1 copo de iogurte
- 2 fatias de queijo
Grupo 6: Gorduras e Doces
É a ponta da pirâmide, e por isso deve ser consumido em quantidades bem menores que os alimentos dos outros grupos. São fontes de energia graças a quantidade de calorias, por isso mesmo que o excesso causa aumento de peso. Devem ser consumidos com moderação, sendo que cada porção pode ter no máximo:
- 1 colher de manteiga
- 1 colher de margarina
- 1 colher de maionese
O número de porções consumidas diariamente varia de acordo com a idade, sexo, prática ou não de atividades físicas, se é mulher e está grávida ou amamentando ou se tem uma doença crônica. Com base nesses dados é possível calcular a quantidade diária de calorias necessitada pelo corpo, sendo algo como 1600 calorias para homens adultos e mulheres sedentárias, 2200 calorias para crianças, adolescentes, mulheres ativas e homens sedentários, 2800 para adolescentes e adultos muito ativos e até 500 calorias a mais para mulheres grávidas e amamentando.
Seguindo as escolhas dos alimentos corretos indicadas pela pirâmide alimentar juntamente com a prática de exercícios físicos é possível ter uma vida saudável, equilibrada e livres de doenças. Se quiser saber mais sobre a pirâmide alimentar, leia nosso e-book.
A importância da pirâmide alimentar...
A importância da pirâmide alimentar em nossa alimentação
Para uma vida saudável é importante se ter uma dieta variada, equilibrada e moderada. Ou seja, além de se ingerir alimentos dos mais diversos tipos moderadamente, é importante que haja um equilíbrio entre eles. Não adianta querer consumir muito de um tipo de alimento e não consumir nada de outro, o ideal é comsumir de tudo um pouco e um pouco de tudo.
Para ajudar as pessoas a terem uma dieta com esses três itens, variedade, equilíbrio e moderação, o governo dos Estados Unidos criou a Pirâmide Alimentar, que é um desenho de uma pirâmide dividida em seis partes que representam os seis grupos de alimentos que devemos consumir diariamente. Os grupos são os seguintes: carboidratos, frutas, legumes, carnes (feijão e ovos), laticínios e gorduras (e doces).
Cada um dos grupos contém alimentos necessários para o bom funcionamento de nosso organismo. Os carboidratos fornecem energia, as frutas e os vegetais fornecem fibras, vitaminas e minerais, os laticínios são a principal fonte de cálcio para os ossos além de também fornecerem proteínas responsáveis pelo crescimento. O grupo das carnes e ovos fornecem além de proteínas responsáveis pelo crescimento, também uma série de nutrientes como vitaminas do complexo B, fósforo, zinco, ferro, magnésio entre outros minerais. E o grupo das gorduras e doces fornecem a dose de gorduras que nosso corpo necessita para o crescimento e formação hormonal.
Por isso é necessário o consumo diário de porções de todos os grupos. O número de porções varia de acordo com o grupo, sendo que o grupo dos pães, cereais, massas e arroz, os carboidratos da base da pirâmide são os que mais porções diárias devem ter. Já o último grupo, da ponta da pirâmide, as gorduras e os doces, devem ser ingeridos em menos porções, pois o excesso pode trazer obesidade além de desenvolver doenças.
Quando conseguimos equilibrar nossa dieta e seguir os princípios da pirâmide alimentar, conseguiremos ter uma vida mais saudável e livre de doenças, além de um envelhecimento mais lento e uma maior longevidade. Se além de ter uma alimentação saudável com base na pirâmide, fizermos exercícios físicos freqüentemente, a qualidade de vida também é aumentada em muito.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Gazeta do Povo: Soluções para uma alimentação saudável
Saúde. Quarta-feira, 13/07/2011. Especial
Soluções para uma alimentação saudável
Falta de informação não é o principal motivo que faz as pessoas desistirem de se alimentar melhor. O caderno Saúde pesquisou com especialistas as cinco principais dificuldades enfrentadas por quem tenta mudar seus hábitos
Publicado em 07/01/2009 | Juliana Vines
Motivo (ou desculpa) número um, a falta de tempo para se alimentar de uma forma saudável é resultado de uma rotina que não prioriza as refeições. “É típico daquela pessoa que acorda sem tempo, sai sem tomar café, almoça com pressa e quando chega em casa acaba comendo demais”, diz César Luiz Boguszewski, médico chefe do serviço de endocrinologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná.
Falta tempo?
A palavra-chave é planejamento. Saiba como introduzir uma nova rotina pouco a poucoA semana inteira - Faça um planejamento do que irá comer durante a semana.O jantar será feito em casa ou comprado pronto? De quais alimentos vai precisar? Pense no cardápio diário completo e compre o máximo possível de uma vez só.
Nas compras - Não ter tempo para ir ao mercado várias vezes ao mês não é problema. Compre vegetais maduros para consumo imediato, mas também leve para casa aqueles mais verdes que estarão no ponto só daqui a alguns dias.
Pronto - Aproveite o fim de semana para adiantar o que for possível das refeições que serão feitas em casa. Cozinhe e congele em porções individuais logo após o preparo. Deixe também os vegetais higienizados.
Lanche pronto - Prepare o lanche intermediário na noite do dia anterior. Coloque na bolsa ou deixe bem à mostra na geladeira, já embalado ou acondicionado em potes.
Alarme - Coloque um relógio ou celular para despertar nos horários planejados para se alimentar. Com o tempo, o próprio organismo passa a pedir alimento na hora certa.
Mais fácil - No começo escolha opções mais rápidas e práticas para os lanches. Frutas secas, barras de cereais e cookies são uma boa ideia.
Fontes: Simone Paraná, nutricionista professora da Universidade Positivo; Bianca Araújo de Oliveira, nutricionista personal diet da Nutrisaúde Consultoria em Educação Alimentar.
Dez passos
O Ministério da Saúde indica dez passos para uma alimentação saudável. A partir deles é possível montar um cardápio1 Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições.
2 Inclua diariamente nas refeições seis porções do grupo do cereais e tubérculos (uma porção equivale a quatro colheres de sopa de arroz, uma batata cozida ou cinco biscoitos salgados). Dê preferência aos grãos integrais.
3 Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches. Uma porção de vegetais equivale a quatro fatias de tomate ou 15 folhas de alface. Para as frutas, uma porção é uma fatia média de abacaxi ou 20 unidades de uva.
4 Coma feijão com arroz todos os dias ou pelo menos cinco vezes por semana. O prato é uma combinação completa de proteínas.
5 Consuma diariamente três porções de leite e derivados (um copo de leite desnatado ou uma fatia média de queijo tipo frescal) e uma unidade média de bife de carne bovina, peixe, frango ou ovo. Retire a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação.
6 Por dia, consuma no máximo meia colher (sopa) de óleos vegetais, manteiga ou margarina ou uma colher (sopa) de azeite de oliva. Escolha os produtos com pouca ou nenhuma gordura trans.
7 Evite refrigerantes e sucos industrializados, biscoitos recheados e doces em geral.
8 Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos industrializados (embutidos, conservas de vegetais e sopas prontas) porque eles têm muito sódio.
9 Beba pelo menos dois litros de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.
10 Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo.
Substitua
Opte pelo preço mais baixo sem abrir mão do alto valor nutricionalOleaginosas - Além de escolher produtos nacionais, como a castanha-do-pará no lugar do pistache, vá a lojas especializadas que vendem a granel. Outra dica é optar pelo alimento triturado e sem casca, nesse caso, o quilo da castanha-do-pará custa, em média, 40% menos.
Proteína - Não só as carnes de primeira são fontes de proteína e têm baixos níveis de gordura. Cortes menos nobres também são, como patinho, alcatra e coxão mole. Não esqueça de que os ovos são excelentes fontes de proteína natural.
Ômega 3 e 6 - As principais e mais conhecidas fontes são o camarão e o salmão, mas esses ácidos graxos são encon-trados também em carpa, sardinha e atum, peixes bem mais baratos.
Da estação - Frutas da estação são sempre mais baratas. Agora é tempo de abacate, morango, ameixa, figo, jabuticaba, nectarina, maçã, melancia e uva. Prefira os produtos nacionais: a maçã brasileira em vez da argentina, por exemplo.
Fontes: Regiani Pitol, nutricionista clínica do Hospital Pilar; Bianca Araújo de Oliveira, nutricionista personal diet da Nutrisaúde Consultoria em Educação Alimentar.
Quando o organismo fica muito tempo sem receber alimento, entende que é preciso armazenar energia. A fome aumenta e diminui a seletividade. “Acabamos escolhendo o menos saudável. Por isso é importante se alimentar sempre nos mesmos horários e no máximo a cada três horas”, explica Fabiano Lago, endocrinologista e diretor clínico do Spa Estância do Lago.
O café da manhã deve ser a refeição mais completa do dia, com cereais, proteínas, minerais e fibras. “Ficamos a noite toda sem comer e precisamos repor os nutrientes. Quem não se alimenta pela manhã corre o risco de exagerar depois”, afirma Cynthia Passone, nutricionista coordenadora do curso de Nutrição das Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil). As outras refeições devem ser feitas com tempo. “A mastigação é extremamente importante. Em média, cada porção deve ser mastigada 20 vezes”, diz.
Para dar conta de tudo isso, o jeito é se programar, ver quais atividades tomam mais tempo e podem ser reduzidas para dar lugar a hábitos mais saudáveis. “As pessoas só dão valor à saúde quando a perdem. Quem não tem tempo para ser saudável, tem tempo para ter diabete?”, questiona Lago.
2. “Minha família e meus amigos comem mal, é difícil resistir.”
É só você pensar em se alimentar melhor e parece que todo mundo resolve comer mais chocolates, tortas e salgados fritos? Essa é uma dificuldade comum de quem faz uma dieta restritiva – aquelas em que a lista de alimentos proibidos é enorme. A ideia da reeducação alimentar é outra. “Dieta restritiva não dá certo. Tudo o que é visto como uma proibição vira uma compulsão. Ninguém consegue deixar de comer um alimento de que gosta para sempre”, explica Talita Lopes Marques, psicóloga da Clínica Equilíbrio.
O objetivo da reeducação alimentar é aprender a escolher certo em um mundo onde em cada esquina há uma pastelaria ou rede de fast food. “Nada é proibido, tudo deve ser comedido. Essa é uma regra importante. Podemos ter vida social e em todos os lugares fazer escolhas que não pesem na saúde”, comenta Bianca Araújo de Oliveira, nutricionista e personal diet da Nutrisaúde Consultoria.
No começo, resistir é mais difícil. Enquanto as opções saudáveis não se tornam um hábito, é importante que exista um esforço coletivo para evitar ceder às tentações. As dicas vão desde preferir aquele restaurante com menos opções de sobremesa, ir ao supermercado sem fome e com uma lista de compras e incentivar a família a comer menos frituras.
Mas quando a vontade é muita, o melhor é saciá-la. “Antes é importante saber o que você quer. O que estou com vontade de comer? Algo quente ou frio, doce ou salgado? Saber exatamente pode evitar que a gente tente se enganar e coma mais”, diz Juliana Trevilini Garcia, nutricionista da Clínica Contato.
3. “Alimentos saudáveis não têm sabor.”
Um dos maiores mitos relacionados à alimentação saudável é a questão do paladar. “Pratos ricos nutricionalmente podem ser mais gostosos do que os tradicionais, desde que saibamos as técnicas certas ao fazer as receitas”, diz Joselaine Stürmer, nutricionista e autora do livro Reeducação Alimentar (Editora Vozes).
Muitos vegetais e frutas que aparentemente não são atrativos podem ser preparados de maneiras diferentes: cru, cozido, grelhado ou incorporado a outras receitas. “Os gostos são construídos. Precisamos experimentar cada alimento pelo menos sete vezes para saber se gostamos ou não”, comenta Simone Paraná, nutricionista e professora do curso de Nutrição da Universidade Positivo.
Isso vale principalmente para as crianças. É na infância que os hábitos alimentares são construídos. “Pessoas que não comem salada geralmente não receberam estímulos para isso ou foram obrigadas a comer”, afirma a nutricionista Juliana. Mas o paladar pode ser reeducado. “Todo alimento tem um sabor característico. Aprenda a identificá-lo. Em geral comemos tudo com muito sal ou açúcar.”
4. “Já tentei reeducar minha alimentação várias vezes, mas nunca consigo continuar.”
Primeiro vem a conscientização de que é preciso mudar. A segunda fase é a de planejamento. A terceira é a mudança e, a última, a manutenção. Não existe uma etapa mais fácil. “É preciso saber que não existem soluções mágicas. Reeducação alimentar é mudança de rotina. É um processo trabalhoso que envolve esforço”, explica Talita.
Não existe só a fome fisiológica, aquela que faz a barriga doer. Há também a fome específica e a emocional. “A específica é quando queremos ‘o’ bolo de chocolate de uma confeitaria em especial. Já a fome emocional é quando não sabemos exatamente o que queremos comer. É a fome mais perigosa”, acrescenta.
O equilíbrio psicológico e emocional – se conhecer e buscar as verdadeiras razões de uma alimentação desregrada – ajuda a pensar em estratégias de resistência. “Tudo na vida é hábito. Se você aprendeu a fazer errado, tem de aprender a fazer de outro jeito. É melhor esquecer as perdas alimentares e focar no ganho de saúde e de beleza”, afirma Maria Lúcia Fernandes de Moraes, psicóloga do Centro de Estudo da Obesidade (C.E.O).
Ter um cardápio variado é uma alternativa para não ficar entediado e cair em tentação. “Um planejamento alimentar bem feito, que respeite as preferências, rotinas e dados particulares de cada pessoa, sempre será variado e nada monótono”, diz Bianca.
5. “Alimentos diet e light são bem mais caros.”
Sim, eles são mais caros, mas nem sempre são a melhor opção. “Es-ses produtos têm uma quantidade grande de conservantes e outros aditivos. Nosso organismo é feito de nutrientes, não de aromatizantes. Se alimentar de uma forma saudável é preferir produtos naturais”, explica a nutricionista Juliana Trevelini.
Os industrializados light muitas vezes são fontes das chamadas calorias vazias: baixo valor energético mas também nenhum valor nutricional. “O refrigerante light tem açúcar, corante e nenhum nutriente. Já o suco de laranja tem mais calorias até do que o refrigerante normal, mas tem vitaminas”, diz Simone.
Mesmo não existindo calorias proibidas, é claro que alguns alimentos podem e devem ser evitados. “O carboidrato é a substância que mais engorda porque é de fácil digestão e tem alto valor energético”, afirma o endocrinologista Fabiano Lago.
Ao retirar os biscoitos, pães e refrigerantes do cardápio, os custos diminuem e sobra dinheiro para comprar frutas oleaginosas e grãos integrais. “A substituição acaba saindo pelo mesmo preço”, completa Juliana.
* * * * * *
Interatividade
Qual é a sua maior dificuldade para ter uma alimentação saudável?
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Gazeta do Povo: Ingredientes populares.
Ingredientes populares contribuem para intoxicação alimentar
Quem nunca teve dor de barriga depois de comer na rua? Estômago ruim ou comida estragada? Um estudo inédito do Ministério da Saúde aponta o ranking dos alimentos que mais provocaram doenças nos últimos oito anos. Todos são ingredientes de pratos bem populares. E a pesquisa mostra que, em muitos casos, a contaminação começa dentro de casa.
No topo do ranking, os ovos crus ou mal cozidos, principalmente das maioneses caseiras. Tudo por causa de uma bactéria chamada salmonela. Depois, as comidas que misturam presunto, queijo e massas, como lasanha e o misto-quente, seguidas de carnes vermelhas mal passadas. Em quarto lugar, vêm sobremesas, como musses e pavês. E em quinta posição na lista da contaminação, está a água.
Há pouco mais de dois anos, Bruna fez uma refeição com os pais em um hotel de luxo em Pernambuco e se sentiu mal. A mãe diz que foi tudo muito rápido. “Ela se alimentou normalmente, e sábado à noite apresentou-se indisposta. Começou apresentando vômitos e, no final da tarde, diarréia. Levamos até o hospital”, conta Valedereys Torres de Oliveira, mãe de Bruna. A menina morreu na madrugada seguinte.
“Nunca passa pela cabeça da gente que isso possa levar à morte. Estamos acostumados a passar mal, ter uma diarréia, uma coisa assim, mas jamais que a pessoa morre em virtude disso”, lamenta a mãe. “A gente imagina que vai ser só mal-estar, que uma medicação resolve, mas jamais imagina que chegue ao óbito”, diz o pai de Bruna.
Entre 1999 e 2007, o Ministério da Saúde registrou que 61 pessoas morreram e mais de 114 mil ficaram doentes por causa de alimentos contaminados. Este ano, em uma única semana, 115 pessoas foram parar no hospital no município de Içara, perto de Criciúma, em Santa Catarina.
Os sintomas eram bem parecidos: forte dor de cabeça, diarréia e vômito. As causas da infecção alimentar começaram a ser esclarecidas quando descobriu-se que todas as pessoas que foram para aquele hospital comeram fora de casa no mesmo dia e na mesma lanchonete.
Contaminação em série
Em Içara, Priscila, de 5 anos, passou por uma situação grave de intoxicação alimentar, “Ela estava tão caidinha. É uma criança que conversa bastante. Chegou no hospital, ela não falava mais. No primeiro dia, pedia pra médica pra ir embora. Quando foi no terceiro dia, ela não falava mais, já nem pedia pra ir embora. Mal se mexia”, lembra a costureira Ana Maria Luiz Inácio, mãe da menina, que também precisou de atendimento médico após ser contaminada pela salmonela.
A fonte da contaminação estava dentro da cozinha da lanchonete da cidade. Um funcionário que tinha ido ao banheiro e não lavou as mãos direito passou a salmonela para o lanche.
“Ele que montava os sanduíches, que manuseava todos os alimentos. Tinha contato direto com os alimentos do estabelecimento. Normalmente, a salmonela é transmitida pela falta de higiene na manipulação dos alimentos. Esse é um dos itens mais agravantes. Uma boa lavagem das mãos impede muitos riscos à saúde das pessoas”, diz Gilmar Ghislandi, fiscal sanitarista do município.
A bactéria se espalhou rapidamente pelo município de Içara, depois que uma das pessoas contaminadas na lanchonete passou a salmonela para a família inteira. “Ela contraiu a bactéria através do consumo do lanche em casa. Acabou mexendo em utensílios, manipulando comida e passou para os demais que moram com ela”, diz Morgana Zock, diretora administrativa do hospital.
Perigo dentro de casa
Mas o risco não está só na rua. A pesquisa do Ministério da Saúde revelou que a maior parte dos casos de contaminação dos alimentos acontece dentro de casa. “Nunca coma ovos crus ou semicrus porque a bactéria salmonela resiste à temperatura de cozimento quando a gema está mole”, alerta o “doutor Bactéria”.
“Gemada, cerveja preta com ovos batidos, com paçoquinha para levantar a moral, não coma de jeito nenhum porque pode fazer muito mais mal do que bem para você”, diz ele. Outro alerta vai para o chamado grupo de risco nesse caso: crianças menores de 5 anos, idosos acima de 60 anos, mulheres grávidas e pessoas com problema de baixa imunidade. “Fuja da carne crua”, pede o “doutor Bactéria”.
Segundo ele, a carne deve estar bem passada e ser armazenada sempre em temperaturas inferiores a 5º C. “Aí você vai ter muito mais saúde na sua vida”, recomenda.
Na hora da alimentação todo cuidado e pouco, certo?
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