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quinta-feira, 28 de julho de 2011
Música: O que é que tem na sopa do neném.
Música: O que é que tem na sopa do neném
Saiba mais sobre: Hepatite A.
Hepatite A
O que é a Hepatite A?
É uma doença infecciosa muito comum, sendo, entre as hepatites, a mais frequente no Brasil. É provocada por um vírus que ataca o fígado, causando a sua inflamação, prejudicando o seu funcionamento e gerando sérias consequências.
Como ela se transmite?
O vírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa sem que se perceba, já que na fase inicial da infecção não existem sintomas identificáveis. Através do contato com pessoas infectadas, em creches, em escolas, em hospitais, em ambulatórios, em locais de trabalho, em praias, em clubes e academias de ginástica, em boates em aglomerações e também pela ingestão de água e alimentos contaminados.
A forma mais comum de transmissão do vírus é pela via oro-fecal.
Quem pode contrair a doença?
Recém-nascidos, crianças (principalmente em idade escolar), adolescentes e adultos.
Por que a sua família precisa se preocupar?
A melhora dos padrões de higiene e da qualidade da água, ajudam a diminuir os vírus circulantes, fazendo com que menos crianças se contaminem. Porém, mais adultos contraem a doença, que é mais grave nessa fase da vida, refazendo o ciclo de contaminação dentro de casa.
Quais são os sintomas da Hepatite A?
Muitos pacientes infectados não desenvolvem sintomas específicos, especialmente crianças menores de 5 anos. Os sintomas iniciais podem ser cansaço, debilidade muscular, perda de apetite, diarréia e vômito ou sintomas parecidos com os de um resfriado: dor de cabeça, calafrios e febre. Os sintomas mais significativos são a icterícia (olhos e peles amarelados), as fezes pálidas e a coloração escura da urina.
Qual a duração da doença?
A gravidade e duração da Hepatite A podem variar. Para a maioria dos pacientes, a presença da icterícia está associada ao alívio rápido de outros sintomas, seguido pela recuperação do paciente em algumas semanas. Durante o período ativo da doença, o paciente não pode levar vida normal, perdendo horas na escola ou no trabalho. A recuperação completa, geralmente, leva entre seis meses e um ano. No entanto, complicações sérias e, às vezes fatais, podem ocorrer em um número reduzido de pacientes com Hepatite A.
Qual o tratamento para a Hepatite A?
Esta é uma doença para a qual não existe um tratamento específico.
É possível se prevenir contra a doença?
Para evitar a Hepatite A, consuma somente água potável fervida ou água mineral engarrafada, limpe bem verduras e frutas com água limpa, evite o consumo de alimentos crus ou de procedência duvidosa, lave bem as mãos antes de comer e após utilizar o banheiro.
É bom lembrar que ás vezes todas essas medidas não são suficientes para evitar a contaminação.
Existe vacina contra a Hepatite A?
Atualmente já é possível se prevenir contra a Hepatite A, utilizando uma vacina segura e eficaz, que oferece proteção por 10 anos, pelo menos.
A partir de que idade deve ocorrer a vacinação?
A vacinação deve ocorrer a partir de 12 meses de idade.
Não me lembro se eu ou alguém da minha família ja teve Hepatite A ou foi vacinado. Posso vaciná-los novamente?
Claro que sim! Caso algum de vocês já tenha contraído a Hepatite A, a vacina só vai produzir uma resposta que aumenta as suas defesas, o que é mais benéfico ainda.
Como saber se eu pertenço a um grupo de risco?
Qualquer pessoa não vacinada está exposta ao vírus da Hepatite A. Mas existem dois grupos potencialmentente mais predispostos à contaminação: viajantes de países sub-desenvolvidos e homossexuais masculinos ativos, sendo que esses últimos correm o maior risco de contaminação.
Existe transmissão através do contato sexual?
É possível haver contaminação através do sexo que envolve contato anal-oral. Qualquer indivíduo que tem por hábito a prática desse tipo de sexo pertence ao grupo de risco.
Se sou um HIV positivo, tenho mais risco de contrair a Hepatite A?
Qualquer pessoa com o sistema imunológico enfrequecido é menos resistente à infecção. Mesmo assim, não há evidências de que o HIV aumente as probabilidades de contágio da Hepatite A.
Portadores de HIV podem utilizar a vacina contra a Hepatite A?
Estudos preliminares revelam que a vacina existente é tão segura para HIV positivos quanto para as pessoas não portadoras de HIV.
Fui vacinado contra a Hepatite B. Também estou protegido contra a Hepatite A?
Não. As Hepatites A e B são diferentes e um tipo de vacinação não substitui o outro.
Hepatites epidemia ignorada.
Hepatites, epidemia ignorada -
Reportagem Dr. Drauzio Varella - 2
Reportagem Fantástico - 24/07/2011
- Só existe uma forma de você saber se tem hepatite C: faça o teste
Doutor Drauzio mostra o tipo mais agressivo dessa hepatite: o tipo C.
Domingo passado, o doutor Drauzio Varella estreou aqui uma série sobre uma doença que três milhões de brasileiros têm e não sabem: a hepatite. Hoje, o Doutor Drauzio vai tratar do tipo mais agressivo dessa doença: a hepatite tipo C.
‘Eu não sentia nada, não sentia sintoma algum, não sentia dor. Levava um cotidiano normal. Nada que me indicasse que eu tinha esse tipo de hepatite C’, relata Ricardo Miguel, vendedor. ‘Faz uns dez anos mais ou menos que eu comecei a perceber que alguma coisa estava errada’, conta Ely.
A hepatite C é uma doença causada por um vírus caprichoso, que entra pela corrente sanguínea e permanece no organismo por muitos anos. Agredindo o fígado na covardia, sem provocar sintomas. Hepatite C não tem vacina. A hepatite B tem. A hepatite C não. Há de um milhão e meio a dois milhões de brasileiros com hepatite C crônica. Se não forem identificados e tratados com medicamentos, muitos deles só poderão ser salvos pelo transplante de fígado. Não haverá órgãos disponíveis para tanta gente.
Quando tinha 22 anos de idade, Ricardo descobriu que era portador de hepatite C. Não sentia nada. Fez tratamento, mas não conseguiu eliminar o vírus. Agora, como está com cirrosa, faz uma nova tentativa.
“O hepatologista me avisou que eu teria que estar retomando as medicações e que a chance agora do vírus da hepatite C negativar é grande. Só que como eu tenho também cirrose, esse processo da cirrose não tem como sumir, mas a carga viral negativando já é um grande avanço. Dá para prolongar mais uns anos de vida”, explica Ricardo.
De 20% a 30% dos portadores de hepatite C desenvolvem cirrose. Um processo contínuo e irreversível de destruição das células do fígado que afeta o funcionamento do órgão. A cirrose pode ser interrompida, mas as áreas destruídas do fígado não se recuperam.
Ricardo conta como contraiu a doença: “Quando eu tinha 3 anos de idade, eu tive uns problemas respiratórios, precisei ficar internado na UTI e recebi sangue. É a única coisa que pode ter acontecido, porque eu nunca tive contato com drogas, nunca participei de grupos de risco. A única hipótese é essa”.
Hoje, as transfusões são muito seguras no Brasil. O sangue é testado contra várias doenças. Entre elas, contra hepatite C. Infelizmente não era assim no passado. O vírus era desconhecido, não havia teste. O teste só se tornou obrigatório em 1993. Por isso, precisam ser testados todos os que receberam sangue antes de 1993. Além deles, os usuários de drogas injetáveis, aqueles que tomaram injeções com seringas de vidro, os portadores de HIV e todos os que se feriram com instrumentos cortantes usados por outras pessoas.
Ely Rocha descobriu que tinha hepatite C por causa de uma ferida no pé que não curava. Aos poucos, seu quadro foi se agravando, pés inchados, barriga d’água e por fim a confusão mental. Sinais de hepatite C crônica em estágio avançado.
‘Eu comecei a tirar água da barriga. Em uma semana, tirava duas vezes. Isso me prejudicou muito. Quando eu precisava ir a banco, aos lugares, eu não usava o carro. Eu ia a pé, porque eu gosto de andar. Aí fui me restringindo. Se eu desse uma volta no quarteirão, não tinha pique para voltar”. “Eu sinto que parei no meio do caminho, Eu não estou vivendo”.
Com o fígado destruído pela hepatite C, Ely só tinha uma alternativa: o transplante. “Meu caçula, o Hélio, se prontificou a ser meu doador. Eu acho que vai melhorar. Porque pior do que está não fica”.
Sem tratamento, o vírus da hepatite C destrói o fígado devagarzinho. Na fase final, o transplante é a única saída. Mas o transplante não é obrigatório. Quando descoberto mais cedo, a hepatite C pode ser tratada com medicamentos para eliminar o vírus e acabar com a doença, gratuitamente, pelo SUS. Em nosso país, há mais de um milhão de pessoas com hepatite C. Apenas 20 mil recebem tratamento. E as outras, vão depender de transplante?
O tratamento da hepatite C com medicamento não é fácil. Os remédios são muito eficazes para combater o vírus, mas provocam efeitos colaterais. “Estou com sintomas de febre, tremendo muito, dor de cabeça, os olhos irritados... Continuo sentindo dor de cabeça ainda, corpo cansado, fadigado... Ontem eu tomei o Interferon Peguilado. Não senti sintoma algum, só da medicação até o momento... Os dias estão se passando que eu tomando o Interferon Ribavirina, eu estou sentindo que estou ficando mais ansioso, um pouco nervoso com situações que normalmente eu não ficaria... Eu estou melhorando a cada dia que passa, estou sentindo menos os sintomas das medicações”, narra Ricardo.
O tratamento é de 48 semanas. “Quando terminar o tratamento, eu espero viver minha vida normalmente, constituir uma família. Após o tratamento acabar, essas 48 semanas, eu tenho que esperar mais seis meses para poder pensar em constituir uma família, porque – até o momento – se eu tiver um filho, a criança pode nascer com algum problemas devido às medicações. Mas espero levar minha vida normalmente como sempre levei”, revela Ricardo.
“Quando a cabeça está boa, você pode estar fisicamente mal, mas a cabeça também não estava boa. Eu era uma pessoa que contava uma coisa agora e daqui a cinco minutos contava a mesma história. E aí que eu estava percebendo que estava indo embora”, diz Ely.
“Quando acordei do transplante, parecia um sonho. A primeira coisa que eu fiz foi pôr a mão na barriga. Não tinha barriga. Eu sentia minha cabeça pensando melhor, falando coisa com coisa. Não estava mais sendo repetitivo”, Ely.
No Brasil, quem sofre de hepatite C crônica nem desconfia. Quando descobre é tarde, muito tarde. Já corre risco de perder a vida. Só existe uma forma de você saber se é portador do vírus: faça o teste. É de graça pelo SUS. Nós, médicos, temos a obrigação de pedir o teste para nossos pacientes. É simples. É só escrever anti-HCV.
“Pra mim, eu falo que ele é meu filho, eu não tenho filho, mas eu praticamente dei à vida pra ele de novo”, diz Hélio Fernando Rocha, filho de Ely.
“Eu tive que deixar de comer churrasco, que eu era apaixonado. Leite, derivado de leite eu não podia comer. A comida era sal, tudo era insosso, eu não me sentia bem, parece que não me alimentava. Hoje eu tenho esperança de estar mais alguns anos entre o pessoal, curtir meus netos, curtir minha família, meus filhos. Eu hoje me sinto satisfeito, feliz da vida”, comenta Ely.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Trabalho dos alunos: Literatura.
Trabalho com literatura
Alunos confeccionando livrinhos de literatura sobre alimentação e saúde.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Hipertensão arterial.
Hipertensão Arterial na Infância


Os cuidados com a saúde no adulto, já há muito tempo apontam para a necessidade de se evitar a hipertensão arterial, isto porque são amplamente conhecidas as indesejáveis conseqüências desta doença, senão vejamos:
1- É sabido que os derrames cerebrais ocorrem freqüentemente como complicação da hipertensão arterial;
2-As doenças coronarianas e o infarto agudo do miocárdio ocorrem mais freqüentemente nas pessoas com hipertensão arterial;
3-Hipertensão arterial leva com freqüência a quadro de insuficiência cardíaca;
4-Hipertensão arterial causa doença renal com insuficiência renal e necessidade de transplante.
3-Hipertensão arterial leva com freqüência a quadro de insuficiência cardíaca;
4-Hipertensão arterial causa doença renal com insuficiência renal e necessidade de transplante.
Por outro lado, o número de pessoas com esta doença no mundo é extremamente elevado: Cerca de 1 bilhão de pessoas com mais de 18 anos, apresentam hipertensão arterial.
Estas constatações acima levaram cardiologistas de adultos e associações Médicas a organizarem campanhas de orientações e alerta, relativas aos males causados pela hipertensão e as medidas que devem ser seguidas para evitá-la.
Estas constatações acima levaram cardiologistas de adultos e associações Médicas a organizarem campanhas de orientações e alerta, relativas aos males causados pela hipertensão e as medidas que devem ser seguidas para evitá-la.
Entretanto em relação à hipertensão arterial nas crianças, percebemos que existe grande desconhecimento por parte da população. As sociedades Médicas dão pouca ênfase e divulgação ao tema, o que leva a um grande desconhecimento do tema por parte dos pais, que muito poderiam contribuir para a diminuição desta moléstia na população infantil e evitar que se tornem futuros adultos com hipertensão.
Torna-se necessário portanto esclarecer algumas questões expressas, nas perguntas a seguir:
1-Existe hipertensão arterial na criança?
Muitas pessoas desconhecem o fato de que mesmo em recém-nascidos, pode haver elevação da pressão arterial acima dos níveis normais, inclusive quadros graves com risco de vida ou seqüelas neurológicas.
Nas crianças, principalmente nas mais jovens, a hipertensão arterial é geralmente secundária a alguma doença, principalmente doença renal. Outras doenças como estreitamento da artéria aorta (coarctação de aorta) , tumores de supra-renais , ou o uso de determinadas medicações como corticosteróides podem ser a causa de hipertensão arterial.
Entre crianças maiores (acima de 10 anos) e adolescentes, principalmente naquelas cujos parentes têm hipertensão, é freqüente observarmos portadores de hipertensão arterial, geralmente primária, ou seja, pressão arterial espontaneamente elevada. Alguns destes apresentam maior sensibilidade ao sal, como uma tendência familiar.
2- Como os pais podem suspeitar que seus filhos tenham hipertensão?
2- Como os pais podem suspeitar que seus filhos tenham hipertensão?
Nas crianças maiores e adolescentes os mesmos sintomas dos adultos, como dor de cabeça, cansaço aos pequenos esforços e dor no peito podem ser observados.
Nas crianças menores, principalmente abaixo de 1 ano, a irritabilidade e choro persistentes podem ser sinais indicativos, embora se reconheça que pode ser difícil o diagnóstico.
3-A obesidade e outros fatores aumentam o risco de hipertensão na infância?
Hoje em dia é amplamente reconhecido que a obesidade , o sedentarismo (freqüentemente as crianças substituem atividades físicas, pelo hábito de assistir TV e jogar vídeo game) e a ingestão excessiva de sal (fast food e batatas fritas) são fatores que aumentam a prevalência de hipertensão arterial entre crianças e adolescentes.
4- Quais são as recomendações para se evitar hipertensão arterial na infância?
As seguintes recomendações devem ser seguidas , para que não se tornem crianças hipertensas e também para que não se tornem adultos com hipertensão:
1-Praticar atividade física aeróbica, em pelo menos 5 dias na semana. Realizar esportes, caminhar, andar de bicicleta.
2-Manter peso corporal normal (evitar obesidade).
3-Evitar consumo de álcool (adolescente).
5-Consumir uma dieta rica em frutas, verduras, produtos com baixo teor de gorduras e reduzir a ingestão total de gorduras e gorduras saturadas.
6-Evitar fumo (adolescentes).
7-Diminuir a ingestão de sal. Retirar o saleiro da mesa, habituar a família a ingerir menos sal, tomar cuidado com o sal dos enlatados e evitar o excesso de sal dos fast foods e batatas fritas.
6-Quais são os níveis normais de pressão arterial na infância e no adulto?
Em adultos, atualmente, a pressão arterial ideal é até 120x80 mmHg.
Níveis iguais ou maiores que 140x90 mmHg são considerados anormais no adulto e adolescentes com 18 anos em diante.
As pessoas que possuem pressão arterial maiores que 120x80 mmHg e menores que 140x90 mmHg , embora não sejam consideradas hipertensas , apresentam níveis indesejáveis de pressão arterial (são chamadas de pré-hipertensas) e devem ser aconselhadas a adotarem atitudes , como as citadas acima (item 4), para que sua pressão se caia para nível ideal (120x80 mmHg).
Em crianças os níveis de pressão arterial variam de acordo com a idade e altura, existindo tabelas que permitem ao Pediatra e Cardiologista pediátrico verificarem se a pressão arterial se encontra em níveis adequados.
Abaixo reproduzimos uma tabela resumida, que mostra até que nível a pressão arterial é considerada normal para a faixa etária, estando a sua altura na média (percentil 50) também para a faixa etária.
IDADE
|
PRESSÃO ARTERIAL NORMAL
|
1 ano a 3 anos
|
97x53 a 105x61
|
4 anos a 6 anos
|
107x 64 a 110x70
|
7 anos a 10 anos
|
111x72 a 115x75
|
11 anos a 13 anos
|
117x76 a 122x77
|
14 anos a 17 anos
|
125x 80 a 133x83
|
Obs. : Embora os níveis de pressão arterial sistólicos maiores que 120 mmHg e diastólicos maiores que 80 mmHg possam ser considerados normais em adolescentes próximos aos 18 anos, são considerados indesejáveis (pré- hipertensão), devendo ser tomadas medidas (vide acima – item 4) para colocá-los de 120x80 mmHg para baixo.
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